Indústria aposta na retomada das vendas
Ano após ano, o Setor de Máquinas e Implementos Agrícolas chama a atenção dos visitantes da Expointer com equipamentos grandiosos e tecnologia de última geração para o campo. Neste ano, são 150 empresas expositoras – um crescimento de aproximadamente 10% em comparação com 2024. O espaço também reservou lugar para 20 startups na área de inovação.
Neste sábado (30/8), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a presença dos expositores reforçou o protagonismo dessa indústria. A feira é considerada uma oportunidade para apresentar soluções que visam atender às necessidades do mercado.
De acordo com o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), as vendas na área totalizaram R$ 7,39 bilhões em 2024. Para 2025, a proposta é otimista, porém cautelosa. “O setor enfrenta um conjunto de fatores que influenciaram diretamente na comercialização: o tarifaço americano, a queda nos preços das commodities, os efeitos da estiagem e o endividamento dos produtores”, explica o presidente do Simers, Cláudio Bier.
Mesmo com as dificuldades e os entraves no setor agrícola, Bier destaca que a Expointer é uma feira estratégica, que eleva as vendas para essa indústria e impulsiona a economia do Rio Grande do Sul como um todo.
Colheitadeira de alta tecnologia
Os equipamentos de alta tecnologia podem ser adquiridos por crédito ou planejados por meio de consórcios para rentabilizar a lavoura. A eficiência operacional e a redução de custos buscam garantir precisão na produção.
O destaque deste ano em alta tecnologia é uma colheitadeira, que segundo o fabricante tem como novidades a detecção preditiva do estado de culturas como soja, arroz e milho, o que proporciona até 20% a mais de produtividade. De acordo com o fabricante, a novidade é o controle de velocidade via satélite, que cria um mapa da lavoura e da quantidade ou massa de volume do material a ser colhido. Assim, é possível ajustar a velocidade da colheitadeira, evitando o “embuchamento” na parte da trilha (que faz as funções de corte, trilha e limpeza) da palha dos grãos.
Cada vez mais, os produtores estão buscando retorno rápido com equipamentos de sensor remoto e sistemas conectados em tempo real. Essa interação tecnologia-lavoura tem sido verificada no interesse por equipamentos híbridos ou elétricos, com tecnologia sustentável e redução no uso de insumos.
Texto: Fabrízio Fernández/Ascom Expointer
Edição: Ascom Expointer